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Na zona mais ocidental do território, e fronteiriça com a província andaluza de Jaén, a povoação de Yeste é a primeira a receber as águas do Rio Segura. Yeste é uma bela vila que se encontra recostada nas encostas do morro de San Bartolomé, imersa num profundo e belo vale repleto de vegetação e paragens naturais de grande importância nesta serra banhada pelo grande rio Segura e o rio Tus. A importância que esta Vila tinha antigamente é patente num surpreendente e bem conservado legado monumental.

2 Rotas Ciclistas
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Sobre Yeste

<p><strong>Património</strong></p>

Yeste, povoação situada no vale do rio Segura sobre as encostas do morro de San Bartolomé, rodeada por uma paisagem de singular beleza, é uma vila dividida em aldeias. Um grande número de aldeias proporcionam uma grande riqueza a Yeste, aldeias que vivem exclusivamente do campo, madeira, agricultura e pecuária. O centro urbano, pelo contrário, baseia a sua economia em mais alguns setores. Neste centro urbano de Yeste encontram-se dois bairros diferenciados: o bairro de San Juan e o bairro de Santiago.

Yeste é uma vila muito tranquila que se orgulha de ruas muito antigas, como a de Guerreros, com uma arquitetura tradicional, ruas estreitas e entrelaçadas entre si, com fachadas caiadas, casas senhoriais, que deixam ver essa grande influência histórica. Casas com grandes varandas e janelas, algumas com o brasão da família na fachada. Belos becos adornados por vasos, tais como gerânios, manjericão, roseiras, etc. Embora na zona central da vila se vejam novas construções que não estão muito afinadas com o tradicional, em si é uma vila com uma arquitetura exemplar de uma zona rural.

A importância medieval da Vila de Yeste plasma-se numa multidão de monumentos e lugares de interesse incluídos no centro urbano. De todos eles destacam-se, como ponto de referência obrigatório, o robusto e bem conservado Castelo e a Igreja Paroquial da Asunción. O Castelo situa-se sobre um morro no centro da povoação, a sua construção data do século XIII. Posteriormente sofreu certas modificações que acabaram por lhe dar o aspeto que atualmente podemos contemplar. Apesar da sua antiguidade, é o mais bem conservado de todos os que existem na Sierra del Segura.

A Igreja da Asunción foi declarada Bem de Interesse Cultural. Trata-se de um templo do século XVI no qual se conjugam os estilos Gótico e Renascentista. No interior deste templo, encontramos uma escultura da Dolorosa, obra atribuída a Francisco Salzillo. Realizada em madeira policromada e com a técnica do estofado, sofreu danos em 1936 e foi restaurada posteriormente. Pelo centro urbano de Yeste dispersam-se outros monumentos como a Ermida de Santiago (século XVI), a Capela Privada de Don Martín Pérez de Ayala e o edifício da Câmara Municipal de traço Renascentista. As ruas da Cava e Guerreros são de passeio ineludível, pois enquanto na primeira se localiza a renomeada Casa del Vicario; na de Guerreros encontramos casas que se conservam com a sua original estrutura senhorial e com pátios de verga. Nos arredores de Yeste podemos desfrutar de um banho na Albufeira da Fuensanta ou no Balneário de Tus, no rio do mesmo nome.

<p><strong>Fauna e Flora</strong></p>

A fauna e a flora de Yeste têm grandes e distintas influências, pelo que resulta muito rica e variada, rondando as 2000 espécies. Os montes da zona estão povoados de Pinheiro-do-Alepo (Pinus halepensis), árvore de tamanho médio, que não costuma superar os 20 metros de altura. A copa não costuma ser densa já que apresenta uma folhagem escassa. A sua idade não costuma ser superior a 200 anos. As suas pinhas têm forma alongada e apresentam um pedúnculo grosso. Folhas finas e flexíveis de 6 a 15 cm de comprimento. Também existem o Pinheiro-manso e o Pinheiro-negro. Todo o monte encontra-se repleto de plantas aromáticas como o Tomilho, Alecrim e Alfazema. Referente a árvores de cultivo encontram-se a Oliveira e a Amendoeira maioritariamente, entre as vinhas e outros.

Referente à FAUNA, existe a Borboleta Graellsia Isabelae, descoberta pela primeira vez por Don Mariano de la Paz em 1849, da qual foram descritas quatro subespécies. A mais característica é a Ceballosii, que se encontra profundamente ligada aos bosques de pinheiro-negro, já que a lagarta come quase exclusivamente as agulhas destes pinheiros. Anatomicamente alcança um tamanho de cerca de 10 cm de envergadura, e destaca-se pelas suas caudas na parte posterior das asas. Oferece uma coloração vistosa de um verde resplandeciente com bordas e nervuras ocráceas e um conspícuo ocelo central em cada uma das asas.

Uma ave muito fácil de encontrar é a Águia-cobreira (Circaetus gallicus), cuja plumagem do dorso é de cor pardo-acinzentada. As partes inferiores são brancas com garganta e peito algo pardacentos. Debaixo da cauda e das asas há faixas escuras. Cabeça arredondada, olhos amarelos e tarsos branco-azulados. O comprimento que alcança oscila entre 63 e 65 cm. É uma águia de voo potente, eleva-se e paira frequentemente com as patas penduradas. Alimenta-se de répteis, especialmente de cobras. Aninha em grandes árvores e põe um único ovo. Habita em bosques não muito povoados, junto a terrenos descobertos e ensolarados que tenham relevos mais ou menos acentuados.

<p><strong>Festejos</strong></p>

  • Festa de Arroyo Morote: De 5 a 6 de fevereiro
  • Festa de Majada Carrasca: De 19 ao 20 de março
  • Festas de Llano de la Torre: De 26 a 27 de março
  • Festas de Moropeche: De 14 a 15 de maio
  • Festa de San Juan: 24 de junho
  • Festas de Santiago: De 23 a 24 de julho
  • Festas de Juan Quilez: Do 1 ao 2 de agosto
  • Romaria e Festas de San Bartolomé: De 8 a 27 de agosto
  • Festas de Claras: De 11 a 12 de agosto
  • Festas de Arroyo Sujayar: De 13 a 14 de agosto
  • Festas de la Graya: De 13 a 14 de agosto
  • Festa de los Prados: De 19 a 21 de agosto
  • Festa do Villar de Tus: De 27 a 28 de agosto
  • Festas de Arguellite: De 11 a 12 de outubro
  • Feira de Tradições: De 28 a 31 de outubro
  • Festas do Cortijo de la Juliana: De 29 a 30 de outubro
  • Festas de Boche: De 12 a 13 de novembro