<p><strong>Património</strong></p>
Situada num belo ambiente e próxima do canal de Taibilla, num cenário dominado por campos cultivados e leves colinas, rodeada por uma natureza esplêndida, encontra-se a vila de Férez. Os seus terrenos são montanhosos, com poucas planícies. As características da área correspondem à média montanha, com culturas de qualidade extraordinária. Férez é atravessada pelo rio Segura, cujo curso é facilitado por duas pontes: uma no casario de Alcantarilla de Jover, atualmente submersa pelas águas da barragem, e outra em Híjar. Na sua várzea de oliveiras e amendoeiras brotam várias nascentes que alimentam diferentes ribeiros que convergem no Molino de la Mora.
As encostas destas montanhas eram dedicadas à extração de esparto, planta com longa tradição em Férez, considerada quase autóctone da região. O centro urbano mantém o traçado árabe, com o ambiente característico deixado pelo longo período de domínio muçulmano. As suas ruas são estreitas e sinuosas, oferecendo recantos recolhidos onde se sente todo o ambiente medieval. Da época em que a Ordem de Santiago governava a localidade, ainda permanecem algumas fachadas senhoriais de estilo castelhano espalhadas pelo centro urbano, testemunho de um passado medieval esplêndido. A povoação foi projetada para a defesa e, como indica o seu nome na época romana —FREZ—, significa “forte” ou “fortaleza”.
Os nomes das ruas dependem da sua função e significado:
- Rua Orden: Refere-se à pertença da localidade à Ordem de Santiago.
- Rua Cantarería: Assim chamada pela presença de várias oficinas de cerâmica onde se fabricavam cântaros para transportar água.
- Rua de la Torre: O nome deriva da torre localizada no topo da rua, que fazia parte da fortaleza de Férez.
- Rua Santa Ana: Recebe o nome da ermida existente no local.
- Rua Arrabal: Na Idade Média era um bairro situado fora da fortaleza, onde viviam populações judaicas ou moçárabes.

